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sexta-feira, 19 de julho de 2013

HELSINQUE, VERAO DE 2013


LagoTöölö
Helsinki não é uma San Petersburg. Mas está longe também de parecer com sua vizinha Oslo (Noruega) , que pouco tem a oferecer. A arquitetura sofreu forte influência russa, no sentido mais estereotipado que temos daquele país. Fora a parte próxima ao cais, os prédios tem uma dureza e uma simplicidade meio franciscana, como diria uma amigo meu. Ou seja, sem arabescos ou preocupação com a beleza, como nós a entendemos. Porém, às margens do mar Báltico (Golfo da Finlândia), a riqueza de detalhes de uma arquitetura rica se sobressai. As igrejas são, não importando de que religião, belas. A Upenski tem um interior belíssimo! Mesmo as edificações mais comuns tem um estilo especial.

Deixei Berlin num voo da Airberlin, cujo pacote de 3 pernoites a pouco mais de 300 euros, com hotel e aéreo incluídos, não extrapola um budget econômico. Depois de pouco mais de 90 minutos, desembarquei no (modernéssimo) aeroporto de Helsinque. Ok, o hotel que escolhi - Arthur - é um 3 estrelas honesto (café da manhã incluído), fundado no início do século passado e com tudo que aquela época podia oferecer. O atendimento é cortês, em inglês fluente, na maioria das vezes. A menos que te confundam com um local e aí vem o indecifrável finlandês. Melhor responder já em inglês. Não tentei responder em alemão, embora o Wikipedia diga que 18% da população fala este idioma, em Helsinque. 

Na verdade, soube que muitas das placas - na verdade, a maioria - é escrita em sueco e finlandês e, dependendo de onde a maioria falante de um dos idioma domina, ela vem em primeiro lugar ou em segundo. Afinal, a Finlândia foi dominada por vários povos e muitos ficaram por lá e hoje têm o direito de ter toda a comunicação visual em seu idioma. Bom a gente saber que a democracia linguistica sobrevive. Sem problemas, civilizadamente.



Já da janela do avião, se percebe a grande quantidade de árvores, parques extensos, comuns em cidades desenvolvidas, que tem respeito pela natureza e pelo cidadão. Uma dia, aprenderemos isto, se é que Deus é brasileiro, como dizem.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

SAN PETERSBURG, ÁLBUM

Algumas imagens da cidade de San Petersburg:




























"SPASIBA", SAN PETERSBURG!


Nevsky Prospekt
Como toda cidade européia de porte médio, o centro turistico de San Petersburg também pode ser percorrido num passeio de ônibus Hop on-hop off (500 rublos, pagos ao motorista) em cerca de 90 minutos, se o transito não azedar. Ficar hospedado na Nevsky ou arredores dela é ter a maioria dos hotspots turísticos à mao. Para quem tem bolso amplo, vale a pena pagar bem para ficar por ali.

Por incrível que pareça, o número de veículos de todas as marcas circulando na cidade é enorme. E como as ruas secundárias são estreitas e cheias de pontes, são comuns os engarrafamentos. Outra coisa bem desagradável são alguns motoqueiros exibidos que adoram fazer barulho voando pelas ruas.

Fora estes loucos sobre duas rodas, o motorista em geral respeita o pedestre, que também aguarda civilizadamente o semáforo abrir para poder atravessar na faixa. Onde não tem semáforo, vale a vez do pedestre. A cidade tem um bom sistema de transporte publico, incluindo metrô. A temperatura em junho oscilou entre 14 e 22 graus centígrados. Nada que um agasalho meia-estação não resolva.

Nevsky Prospekt
O passeio de barco pelos rios e canais dura cerca de 90 minutos, custa 600 rublos  e tem horários específicos para guias em inglês. Os tickets podem ser comprados no guichê às margens do rio Fontanska, quase esquina com a Nevsky Prospekt. Não se assuste com algumas pessoas falando num megafone. Elas estão anunciando os passeios de barco. Em russo, naturalmente. Abra a careira e compre o passeio porque navegar pelo rio Neva vale cada centavo de rublo.

Ao contrario do que muitos informam na internet, aparentemente não há vestígios de violência, nem riscos de furtos. Todos parecem tranquilos, com suas mochilas nas costas. Mas, notei que meu guia sempre travava as portas do carro ao parar por alguns momentos nas margens do Neva. Talvez uma precaução do tempo em que San Petersburgo era dominada pelo Crime e Castigo.
Não vi pedintes pelas ruas. Só alguns poucos senhores que se excederam na vodka.

O POVO

Belos, mulheres e homens geralmente são loiros. As mulheres são esguias, quando jovens, e muito elegantes. Não sei se por uma questão cultural, eles não são dados a sorrisos nem saudações a estranhos. Geralmente, baixam a cabeça ao passarem e jamais encaram, no máximo, ousam um olhar de relance. Essa regra não se aplica, porém, às relações profissionais.

O atendimento em estabelecimentos comerciais, restaurantes e postos turísticos é muito simpático. Mesmo falando pouco inglês, eles ou elas se esforçam para se fazerem entender. Nas grandes redes de hotéis, tipo Mercury, todo o staff fala inglês fluentemente.

O único absoluto inconveniente para estrangeiros em visita à cidade é mesmo a barreira do idioma. Segundo, informações dadas pela motorista que me levou ao aeroporto, a grande maioria não fala nenhum outro idioma, além do russo. Com grande esforço, o máximo que consegui aprender foi "Spasiba", ou seja, obrigado.

DICAS

Para não me enrolar com a língua e nem com a grana, a melhor maneira que encontrei para conseguir táxi para o aeroporto foi através do site Wellcometaxi.  E funcionou muitíssimo bem.Tudo é feito via internet, inclusive o pagamento, que também pode ser feito cash ao motorista. Após o envio do formulário com seus dados, você recebe um email confirmando o pedido. Pontualmente, o taxi chegou ao meu endereço, com a discreta motorista tentando falar inglês. Menos mau.


Existem casas de câmbio em vários pontos da cidade. Também alguns caixas eletrônicos trocam moedas, com cotação um pouco inferior, cerca se 1 euro para 40 rublos. Eles pedem que vc insira um cartão de credito para efeito de identificação e registro. Cartões de crédito e debito pré-pago, tipo MoneyCard, são amplamente aceitos.

ACORDANDO NA RÚSSIA


A luz do dia filtrado pela cortina fina do quarto me despertou. O relógio na parede decorada de flores marrons me indicava 10h. Banho tomado, peguei a enorme chave da porta de entrada e girando a fechadura sentido anti-horário  cheguei ao pátio e dali para a rua Gogohovaya. 

Havia de encontrar um lugar para meu primeiro café da manhã russo.Mais difícil de tudo foi decifrar as palavras em alfabeto cirílico, com aquele N ao contrário e outras letras estranhas. Talvez mais por nacionalismo do que por qualquer outra razão, raramente se encontra alguma coisa escrita em outro idioma. Mesmo com a grande quantidade de turistas de todo o mundo - inclusive do Brasil - os russos não se curvam. Vi uma placa com algo parecido com quatro letras e deduzi que aquilo significava Café.  Acertei.

Achei que estava a salvo quando vi na primeira transversal um McDonald`s. Olhei atônito para o cardápio… tudo em russo. Só apontando para as figuras para se entendido. Por sorte, os números são universais. Daí, foi só dar uma olhada no visor da caixa registradora e contar os rublos.

ARQUITETURA, PALÁCIOS, MONUMENTOS



Rezam os folhetos turísticos em inglês que San Petersburg tem mais de 100 rios e canais,  mais de 300 pontes.e uma população de 4 milhões de habitantes. O que saltam aos olhos mesmo são as construções antigas, muitas em puro Art Nouveau e Deco. Além, claro, dos palácios, igrejas, conventos, praças... Fascinantes!



A principal avenida da cidade e perto de onde seria o melhor lugar para se hospedar, a Nesky Prospekt, deve ter uns 4 quilômetros de extensão, amplas calçadas, postes com luminárias belíssimas. É o boulevard chique, onde estão instaladas as grifes internacionais, tipo Donna Karan, Dior.

Prédio na Nevsky Prospekt


Cometi a loucura de percorre-la quase toda, do rio Fontanska ate as margens do famoso rio Neva. No meio do caminho, monumentos, igrejas e no final o Hermitage. Valeu a pena a caminhada que só foi interrompida na volta para uma sopa de peixe num restaurante bem típico. Não gosto de cerveja, mas aquela do cartaz sobre a mesa me conquistou. Veio um copão, mas ainda bem que o gosto me agradou e muito. Nem só de vodka vive a Rússia.

Comer em San Petersburg é uma das coisas mais baratas da cidade. Mas tem umas incoerências. Por exemplo, a sopa de peixe deliciosa por 230 rublos, cerca de 7 euros, é baratíssimo. A conta só fica desproporcional quando você paga o mesmo por uma caneca de cerveja. Ou 100 rublos por uma garrafinha de água! "Alguma coisa ta fora de ordem",  como diz o Caetano Veloso.



Fora essa disparidade, um almoço caprichado, num restaurante charmoso, acompanhado de uma taça de vinho italiano, não passa dos 18 euros! Sem vinho, uns 14 euros! Para uma cidade turística, o preço é acessível. Para quem quer um lanche rápido, há barraquinhas vendendo cachorro-quente a 50/60 rublos (cerca de 1,20 euros).




San Petersburg é limpa, praticamente livre de pixações, tem ruas bem conservadas e ainda não chegou a moda execrável de gente querendo te empurrar quinquilharias. Em alguns pontos turísticos, barraquinhas vendem babuscas, quepes militares e outras lembrancinhas, mas tudo sem estresse. No caminho para o aeroporto, avenidas largas com belíssimos jardins centrais e prédios de arquitetura esmerada. Impressionantemente belos!



Estaçao ferroviária

























































A COISA QUASE FICOU RUSSA



Estava certo. Minha pesquisa no google me dizia que haveria no saguão do aeroporto um guichê oficial para serviço de taxi. Até o preço conferia.

Como no Brasil, tive de atravessar um corredor polonês de taxistas clandestinos oferecendo seus serviços. Nyet, para todos eles que ainda fizeram cara de mau quando me viram me dirigindo para o guichê dos taxis oficiais.

A volumosa atendente me entregou um voucher indicando com o dedo o valor da corrida: 900 rublos, ou seja, cerca de 22 euros. Enquanto aguardava o taxi fiquei admirando o céu azul-claro com manchas alaranjadas, como se a qualquer momento o sol fosse despontar no horizonte. É o fenômeno chamado Noites Brancas, quando a claridade do dia se prolonga noite adentro, mesmo o relógio marcando 1h45 da madrugada.



A COISA FICOU QUASE RUSSA

O taxista corpulento e de nenhuma prosa, posto que só falava russo e mais nada, colocou o endereço no GPS e mergulhou na noite clara da ex-Leningrado. Rodamos uns 15 minutos, quando ele embicou o carro num pátio interno escuro de um prédio. Perguntei - menos por necessidade e mais por medo - se havíamos chegado.

O corpulento resmungou, gesticulando o que reduzi significar que ele não sabia ao certo se ali era o endereço. Fui rápido, antes que ele me abandonasse naquele beco escuro, sem telefone: entreguei-lhe o numero do celular da dona Lubova e fiz aquela antiga mímica da mão em forma de telefone no ouvido.

Torci para que minha anfitriã atendesse. Nunca alguns minutos demoraram tanto tempo. Ela atendeu e veio me resgatar.

LUBOVA CHIPENKO


Tem situações que só rindo. Lubova, toda sorrisos, desembestou a falar em russo, como se eu fosse um antigo camarada dos Balcãs.  Aturdido, eu só fazia assentir com a cabeça, como se aquilo adiantasse algo.

Segui-a pelo pátio somente iluminado pelo falso lusco-fusco das Noites Brancas. Subimos dois lances de escada. Uma antiga e enorme porta de madeira anunciava com o numero 12 que era ali o apartamento de dona Lubova. Deu duas voltas na velha fechadura e a porta rangeu abrindo-se para uma ante-sala desarrumada.

Se tem um cenário mais parecido com um peça russa, aquele apartamento era ele. Duas poltronas de veludo vermelho desbotado, ladeadas por duas estantes longilíneas de madeira escura. O piso ripado de madeira reproduzia um som oco a cada passo sobre ele.


Tentamos chegar a um consenso linguístico. Ela entendia algumas palavras de alemão e outras menos de inglês. O resto seria resolvido na mímica.

Em tempo: usei o  www.airbnb.com para escolher a acomodação, geralmente cara na cidade. Apesar da simpatia da dona, desaconselho qualquer pernoite no apartamento da dona Lubova. Espartano demais para o meu gosto.


NA TERRA DE LEON TOLSTOI

O avião da Air Berlin alçou voo do Terminal C do aeroporto Tegel, em Berlim, pontualmente as 21h30. Cheguei 2 horas antes do embarque, mesmo tento feito o checkin pela internet.  Na Ku`damm, esquina com a Uhlandstrasse, tomei o ônibus 109, que depois de 15 minutos  me despachou dentro do aeroporto. Coisa boa e - melhor - barata!

Cumpridas as formalidades básicas, como passar pelo raio X  sem precisar tirar os sapatos, como é praxe nos EUA, e de receber o visto de saída da Alemanha, entrei na ala internacional. Mais para passar o tempo  do que para saciar minha fome noturna, comprei um croissant e um capuccino duplo. E la se foram 7,90 euros.
Um criança loira berrou ao lado de um negro jovem com jeitão de americano. Fui fuçar as bugigangas no Free Shop.

Meu assento 16C era corredor.  Prefiro, quando a viagem não é longa e nada de interessante se pode ver pela janela. Pelo menos, ali dava para esticar uma das pernas, com o devido cuidado para não tê-la atropelada por algum desatento a caminho do banheiro. Ao meu lado, duas russas bonitinhas e simpáticas, com cara de qualquer brasileira.  Tentei conversar alguma coisa, mas o inglês delas era pior do que o meu russo, ou seja, nada. Depois viria a perceber que não saber - ou não querer - falar qualquer outro idioma era o normal entre velhos e jovens russos.

A viagem durou exatas duas horas. Só o tempo das aeromoças servirem refrigerantes, suco e um intragável sanduíche de queijo com presunto, que foi para o lixo na primeira mordida.

CONFUSO COM FUSO

Mal consegui terminar de preencher (aliás, inutilmente) o formulário da Imigração e já o senhor comandante anunciava - em alemão, inglês e russo - que em poucos instantes estaríamos desembarcando no aeroporto de San Petersburg. O horário local era 23h30 (duas horas a mais do que o horário de Berlin, e, portanto, 7 de diferença a mais em relação a Sao Paulo) e a temperatura era de 18 graus Celsius.


Diferentemente de tudo que li a respeito, a entrada em território russo foi tranquilíssima. A policial (com cara de policial russa) só fitou-me por alguns longos segundos firmemente nos olhos. Segurei o olhar, deixando crescer minha juba de leonino. Ameaçou um sorriso pálido e me devolveu o passaporte com o tal formulário de imigração preenchido por ela mesma. Agradeci em inglês e em alemão, por via das dúvidas.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

SAN DIEGO NO RETROVISOR




Steve's home, minha segunda casa em San Diego


À vezes,as coisas fogem do nosso controle, como um pudim que desanda sem ter  motivo. Menos de 24 horas antes do meu embarque para Berlin, percebi que no meu e ticket, emitido no Brasil 3 meses atrás, havia um erro mortal: meu sobrenome fora grafado de forma diferente do que consta do meu passaporte. Só isso foi motivo para o sistema (tudo é culpa do sistema) recusar meu check in on line.

Tentei contato via email, mas já era tarde demais para uma correção e eu corria o risco - dependendo do humor da atendente no balcão de embarque - de perder o bilhete! Essa era a pior coisa que poderia me acontecer. Bom, quando não se tem nada a fazer contra essas armadilhas da sorte, o jeito é enfrentar o toro a unha. Contei o problema ao Steve que se prontificou a me levar ao aeroporto para tentar obter o boarding  pass no balcão e torcer para que o pequeno erro passasse despercebido.

Roo foi conosco no carro do Seteve. Com o coração na mão, subi ao primeiro piso do aeroporto onde ficam os balcões das companhias aéreas. A sorte sorriu de leve, me brindando com uma tarde quase deserta no aeroporto, o que propicia momentos de relax entre os atendentes. Dito feito. A atendente com cara de mexicana abriu um sorrisão me chamando para o guichê dela.  Abusei do que sabia de truques de sedução lidos em alguma revista feminina , mas que  funcionaram como nunca naquela hora.



Perguntou meu sobrenome, gelei, e respondi o correto. Ela não deu bolas para o pequeno erro (vai ver que nem percebeu) e até me agraciou com um dos melhores lugares nas aeronaves que me levariam a Berlin, com conexão em Nova York. Meu anjo da guarda estava de plantão naquele ultimo domingo de maio. Com certeza. Ela não imaginava o quanto aqueles boarding passes me fizeram bem. 

Voltei para casa na carona do Steve e terminei de arrumar as malas.

SOBRE O ATLÂNTICO

Sem cinto, sem qualquer moeda nos bolsos, passei tranquilo pelo scanner do controle policial. Minha bagagem de bordo estava lotada para evitar excesso de peso na mala  a ser despachada, que  aliás passou raspando o limite. É bom saber que eles não pesam a mala de mao, a tal carry-on bag. Com esta estrategia dá para se ganhar alguns quilos de bagagem livre. Fora isso ainda liberam uma mochila ou bolsa de bordo sem controle de peso. A minha estava pesadíssima.

Mesmo sem ser mineiro, prefiro sempre chegar bem antes do horário de check in. Depois da mala despachada e do scanner, era hora de relaxar e aproveitar o wi-fi do aeroporto, que àquela hora da madrugada estava quase às moscas. Um  café expresso duplo no abominável Starbucks, um iogurte com cereais e estava pronto para as quase 5 horas de vôo entre San Diego e Nova York.

O assento na aeronave da American Airlines , o 16A, janela, era atrás daqueles da saída de emergencia. A grande vantagem  - que a atendente sabia - era não ter ninguém sentado na poltrona ao lado, o que me garantia esticar as pernas e me livrar de cotoveladas involuntárias.

Mas o grande engano meu foi pensar que serviriam algum café da manha na faixa. Alem de sucos e refrigerantes, tudo mais era cobrado no cartão de credito. Crise americana ou não, o fato é que parece-me que nenhuma companhia aérea americana serve mais comida de graça. E o cardápio é composto apenas por sanduíches cobrados a peso de ouro. 

Ao que parece, este habito ainda não chegou às européias. Pelo menos, a alemã Air Berlin ainda serve almoço, fornece frasqueirinha com meia, mascara de dormir e kit dental. Na American Airlines, até o fone de ouvido é cobrado: 2 dólares!!! Ta na hora dos passageiros fazerem como fez a horrenda princesa Carlota Joaquina, ao zarpar do Brasil, país que odiou ate os últimos dia de sua vida: bateu a poeira dos sapatos, para nunca mais voltar.

O assento excelente prometido pela moça, realmente, aconteceu. Na fileira central, das quatro poltronas, apenas duas permaneceram ocupadas por mim e por um jovem alemão, que o Hitler adoraria tê-lo bem próximo. Não fosse a converseira em alto tom de uns casais de italianos na fileira de trás, melhor mesmo só na primeira classe. Lancei meu olhar  Odete Roitman  número 45 e eles se mancaram.

Mais uma vez agradeci aos céus por não ter dado folga dominical ao meu anjo da guarda, e aguardei de barriga cheia a chegada em Berlin prometida para as 7h15 (horário local), da terça-feira. Para não abusar da sorte já contatei minha locatária, Janine, que me aguardará no apartamento de Wilmersdorf às 8h45 ( nada mais alemão ha).